Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais

 
Introdução
Antecedentes
Produtos gratuitos
Metodologia
Relatórios Técnicos
Resultados
Programa do seminário
Versión en Español

 

PROJETO PANAMAZÔNIA II

Monitoramento da Cobertura Vegetal da Amazônia Sul Americana.

 

2016 Março. Histórico da Atividade de Monitoramento do INPE do Desmatamento na Amazônia .



O Projeto Panamazonia II do INPE gerou um histórico do monitoramento da Floresta Amazônica, desde os primórdios da Divisão de Sensoriamento Remoto na década de 70, o surgimento do Projeto Panamazônia II e sua evolução até Março de 2016.

Veja o documento em apresentação PDF clicando aqui: http://www.dsr.inpe.br/Panamazonia/Material/HISTORICO_PRODES_DETER_PANAMAZONIA.pdf.

Maiores informações podem ser obtidas com Paulo Roberto Martini, Gerente do Projeto Panamazônia II


2013 Novembro. Metodologia dos Novos Produtos do Projeto Panamazônia II.



O Projeto Panamazônia II apresenta a metodologia e exemplos dos novos produtos desenvolvidos.

As imagens abaixo ilustram o mapeamento das áreas de vegetação queimadas nos biomas Floresta e Cerrado, nos meses de junho, julho, agosto e setembro de 2010, para o Estado do Mato Grosso:



Recentemente, foi publicado na revista científica Science, estudo da Universidade de Maryland com análise de séries temporais Landsat para mapear o desmatamento em todo o planeta Terra, de 2000 a 2012.

O artigo frisa que o Brasil tem o seu desmatamento bem documentado. Esse monitoramento por satélite é feito pelo INPE desde o fim dos anos 70.

No Projeto Panamazônia utilizamos imagens desde 1980 para realizar séries históricas. Um exemplo está na imagem abaixo, até 2010.



Essa informação está disponível livremente para toda a comunidade científica, e complementa o trabalho feito por Maryland. Inclusive, serve para validação desse Mapa Global de Desmatamento em território brasileiro.

Todos os dados exemplificados nas imagens acima podem ser consultados online em resolução plena sobre a base do Google Earth, para o Estado do Mato Grosso, clique aqui.

Importante notar, para os mapeamentos de 2000 e 2010, a inclusão da classe Rebrota. Na descrição da metodologia, disponível abaixo, mostramos desde 1980 o exemplo do Acre.

Ainda em uso e ocupação do solo, adaptamos a metodologia de detecção de desmatamento no Cerrado para as Savanas da Bolívia.

Outro novo produto relevante desenvolvido, foi o mapeamento da hidrografia. Em nossa opinião, essa é a representação da espacialização da área coberta pela malha hídrica da América do Sul mais acurada disponível atualmente.

Veja abaixo links para as metodologias e exemplos desses novos produtos.




Aqui faça o download da Apresentação "Metodologia para Mapear Áreas Queimadas - Exemplo Mato Grosso 2010".
Aqui faça o download da Apresentação "Metodologia para Detectar Desmatamento em Cerrado/ Savana - Exemplo Bolívia".
Aqui faça o download da Apresentação "Metodologia para Determinar Idade da Rebrota - Exemplo Acre a partir de 1980".
Aqui faça o download da Apresentação "Exemplos de Hidrografia - Malha Hídrica com Resolução de 100 e 250 metros - Exemplos Venezuela, Reservatório da Hidrelétrica Balbina, Triângulo Mineiro, Rio Grande do Sul ".

Para mais detalhes, favor contactar Paulo Roberto Martini.


2013 Março. Resultados Recentes do Projeto Panamazônia Editados.



Os resultados foram apresentados em reuniões e seminários ocorridos no período de outubro e novembro de 2012, em dois eventos importantes, um a nível nacional (GEOPANTANAL) e outro internacional (SELPER-Caiena). Eles contaram com a participação de instituições científicas brasileiras, dentre elas as diversas EMBRAPAS, a UFMS, a UFMT, o INPE, a USP, a UNITAU, e de representantes de unidades de investigação da Bolívia, Paraguai, Argentina, Peru, Colômbia, Venezuela, Guyana, Haiti, México, Espanha, Itália e França.

As apresentações demonstraram os inéditos métodos de monitoramento de queimadas e de desflorestamentos que estão sendo desenvolvidos no contexto do Projeto Panamazônia do INPE. Foram realçados procedimentos pioneiros dedicados aos biomas Amazônia e Cerrados e casos estudos referentes aos biomas Pantanal e Chaco. Estas demonstrações, já comprovadas por validações em campo, apontam para novas metodologias de abordagem histórica de rebrotas segundo um novo limiar tecnológico cercado por Sensoriamento Remoto orbital, na observação da recuperação de paisagens vegetais, nos principais biomas da América do Sul, em termos de distribuição espacial e de atributos espectrais. O INPE e o MCTI deram ótimas demonstrações de suas qualificações científicas e operacionais para tratar dos temas, inovando sobremaneira aqueles procedimentos tradicionais, como PRODES e DETER com base em TERRAMAZON e TERRALIB.

A pedido do novo Diretor foi elaborado um documento precioso sobre o estatus do projeto e suas perspectivas. O cerne cientfico deste novo limiar está disponível em:
http://www.dsr.inpe.br/Panamazonia/Publicacoes/2013_03_Status_Atual_Projeto_Panamazonia_II.pdf.

Paulo Roberto Martini, Gerente do Projeto Panamazônia II


 

2011 Novembro. Jornadas de Educação em Sensoriamento Remoto, Córdoba.



Formatando e Disseminando Bancos de Imagens para Professores e Pesquisadores: seguindo os exemplos exercidos no Projeto Panamazônia, é o título do trabalho apresentado em Córdoba, Argentina na VIII Jornadas de Educação em Sensoriamento Remoto no Âmbito do Mercosul.

Esse ano o tema das Jornadas, organizadas pelos Capítulos Nacionais da SELPER, é "Geotecnologías y Educación: Nuevos Espacios de Interacción para la Sociedad Global".

O trabalho descreve a experiência didática, utilizando novos métodos de monitoramento de florestas via satélites, em diferentes contextos amazônicos. Sugere a metodologia do Panamazonia, além de opção simples e eficiente de monitoramento ambiental em larga escala, como ferramenta educativa.

Aqui faça o download do .doc do Paper.


 

2011 Outubro. Panamazonia II mapeia o Arco de queimadas da América do Sul incluindo a Bolívia e o Peru.





Acima mapa da América do Sul com áreas queimadas no período 2010-2011

Este novo método leva em conta o conceito de mistura de assinaturas espectrais. Divide-se cada elemento de imagem (pixel) em 3 fatias ou níveis quantitativos. Em seguida busca-se em cada fatia os atributos gerados pelo fogo que envolve as cinzas e os troncos derrubados pelo fogo, as folhas danificadas pelo fogo no dossel e os troncos carbonizados mas não derrubados. Assim podemos mapear as queimadas em várias intensidades: queimada rasa, no dossel e em níveis intermediários.

São utilizadas imagens diárias coletadas pelos sensores MODIS de duas plataformas da NASA (TERRA e AQUA), a primeira passa de manhã e a outra passa de tarde.

O método foi calibrado para o Brasil para os Biomas Cerrado e Floresta. Com esse fim foram realizadas visitas ao campo antes, durante, depois e bem depois das queimadas.

Precisamos ainda calibrá-lo para a Bolívia e o Peru. Para o hemisfério norte estamos aplicando em Roraima com resultados muito bons. Os primeiros inventários na Venezuela e na Colômbia tambem atestam a grande versatilidade do novo método.

Para mais detalhes favor contactar Paulo Roberto Martini.


Aqui faça o download da Planilha com Evolução Mensal das Áreas Queimadas no Arco Panamazônico da América do Sul (km2/mês/estado ou país).
Aqui faça o download do Mapa apenas com as áreas queimadas.
Aqui Download do Slide Powerpoint com ambos os mapas

 

2010 Dezembro II. Projeto Panamazonia Mapeou Alterações da Cobertura Vegetal em Nível Municipal no Cerrado e na Floresta Amazônica





Acima mapa com Alterações da Cobertura Vegetal pelo Método Panamazônia no Cerrado, caso Exemplo do Município de Cáceres-MT (1980 a 2009)

Análises multitemporais & multisensor de Imagens históricas MSS da década de 80, dos satélites LANDSAT 1 e 2, além de cenas TM (Landsat), MODIS (satélite Terra) e CCD-CBERS (satélite sino-brasileiro), permitem mapear a dinâmica de ocupação da terra ao longo do tempo.

Além do desmatamento, no exemplo de Cáceres estão mapeadas rebrotas na floresta e regenerações no cerrado em duas categorias de idade.

Abaixo mapa do Município de SINOP-MT (1980 a 2006).




Aqui faça o download do Poster "Mapeando Alterações da Cobertura Vegetal pelo Método Panamazônia: Caso Exemplo do Município de Cáceres-MT" (.pptx 5,5Mb), incluindo rebrota e regeneração.
Aqui Artigo apresentado no Geopantanal 2010 detalhando a metodologia para Cáceres

Aqui faça o download do Poster "Mapeando Alterações da Cobertura Vegetal pelo Método Panamazônia: Caso Exemplo do Município de SINOP-MT" (.pptx 16,1Mb).
Aqui Artigo apresentado no Geopantanal 2010 detalhando a metodologia para Sinop

 

2010 Dezembro. Zoneamento da Cobertura Vegetal do Acre





Acima Mapa Ortorretificado com Zoneamento da Cobertura Vegetal do Acre.

No mapa é possível identificar o histórico do desmatamento e das rebrotas ao longo de 27 anos, de 1980 a 2007.

Aqui faça o download do Mapa "Zoneamento da Cobertura Vegetal do Acre de 1980 a 2007" (.pdf 4,2Mb), incluindo rebrota.

 

2010 Junho. Finalizado Zoneamento da Cobertura Vegetal do Mato Grosso




Acima exemplo de Estatísticas do Monitoramento da Cobertura Vegetal por Município.

Aqui faça o download do Poster "Zoneamento da Cobertura Vegetal do Mato Grosso de 1980 a 2009" (.pdf 29Mb), incluindo desmatamento e rebrota por bioma.

Aqui faça o download do Poster "Separação entre os Biomas Floresta e Cerrado" (.pdf 5Mb)

Aqui faça o download do Poster "Monitoramento de Cobertura Vegetal Via Imagens MODIS" (.pdf 5MB)

 

2010 Maio. Filmes do Trabalho de Validação, em Campo do Projeto Panamazônia




Nesse filme Valdete Duarte do INPE comenta "in situ" sobre a técnica de modelo de mistura espectral em série histórica de imagens para determinação do uso do solo no Domínio Amazônivo (de acordo com a definição de Ab Saber). Trabalho de campo extensivo validou para o Estado do Mato Grosso, a eficiência científica do método utilizado para realização do Projeto Panamazônia. No caso, em um desmatamento recente trocando floresta para criação de gado, também confirmamos a acurácia do posicionamento geográfico, habilitado pela base Geocover ortorretificada. Esta qualidade permite a consistência cartográfica do banco com dados de uso da terra ao longo do tempo.


Nesse filme Paulo Roberto Martini, após ser brifado por Valdete Duarte, comenta sobre a dinâmica do desmatamento ocorrendo atualmente no Estado do Mato Grosso.

 

2010 Março. Reportagem Detalhada sobre o Panamazônia na Capa do Jornal O Eco.



O Jornal O Eco publicou, dando destaque em sua Capa, reportagem detalhada sobre a contribuição do INPE em Bali, na Indonésia, durante a XI Sessão do Fórum Global de Ministérios do Meio Ambiente, organizado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento (PNUD) em fevereiro; incluindo entrevista com o Gerente do Projeto Paulo Roberto Martini.

Aqui os Slides com a Apresentação.

Aqui a Reportagem do O Eco.

 

2010 Março. Projeto Panamazônia é referência para programa da ONU.



O Grupo F-11, Forest Eleven, países reunidos pela UNEP (ONU) publicou em seu site oficial a proposta do Brasil "Terms of Reference - TOR for an Extended-Panamazonia Project: watching the world forest through satellite Remote Sensing" elaborada pelo Panamazônia do INPE.
Segundo o site do Forest 11, "no atual estágio os países membros implementam seus respectivos Projetos que servirão de mecanismo para compartilhar conhecimento e informação".
A Proposta foi apresentada por Paulo Roberto Martini em Bali (Indonésia), durante a XI Sessão do Fórum Global de Ministérios do Meio Ambiente. Aqui os Slides com a Apresentação.

Aqui a Nota do INPE.
Aqui reportagem no O Eco.
Aqui Nota no Jornal da Ciência da SBPC.

 

2009 Dezembro. Projeto Panamazonia II do INPE detecta garimpos na Área Ianomami do Estado de Roraima.



Visualizar Ianomami Garimpos Gold Mining em um mapa maior

Clique aqui para obter apresentação contendo imagens de satélite recentes da área, interpretadas por Paulo Roberto Martini. As imagens são parte de estudo da situação dos garimpos na Área Ianomami do Alto Rio Couto Magalhães. Foi utilizada imagem LANDSAT-5, gravada em 11 de novembro de 2009. Para localização inicial foram utilizadas informações públicas veiculadas pela Polícia Federal e pelo Instituto Socio Ambiental.

 

2009 Outubro. Projeto Panamazonia II do INPE gera mosaico LANDSAT do Estado do Mato Grosso de 1980


O Projeto Panamazônia II concluiu o mosaico do estado do Mato Grosso com imagens gravadas pelos satélites LANDSAT 1.2. e 3. As datas fecham nos primeiros meses de 1980 e assim temos a visão sinótica logo no início da acelerada ocupação que tomou conta do estado a partir de então. Em uma primeira análise fica-se espantado com a ocupação muito restrita da época que se fixava nos arredores de Alta Floresta, nos garimpos do Rio Peixoto de Azevedo e na Serra do Roncador com as grandes agropecuárias como o empreeendimento Suiá Missu que tinha na época cerca de 400 mil hectares. Não existiam neste período os imensos campos com soja que vieram depois, mais para o final dos anos 80 e inicio dos anos 90 do século passado, segundo mostram os mosaicos GEOCOVER da NASA estudados pelos analistas do INPE envolvidos no Projeto Panamazônia II. Nesta época tambem as áreas referentes ao bioma dos cerrados estavam bem conservadas.

O Mosaico do Mato Grosso foi elaborado com imagens do Varredor Multiespectral-MSS que registra alvos maiores que 80 metros sendo composta em RGB pelas bandas 574 que correspondem respectivamente aos intervalos espectrais do verde, do infra-vermelho e do azul. A correção geométrica foi elaborada tendo como suporte os mosaicos NASA-GEOCOVER ortorretificados permitindo tomadas de medidas internas e de localização absoluta menor que o pixel (80 metros). Nestas condições os analistas do INPE conseguem medir com precisão as manchas de desmatamento nas áreas de floresta e auspiciosamente tambem aquelas iniciais das áreas de cerrado. Além de 1980, as análises sobre os biomas floresta e cerrado do Estado do Mato Grosso estão sendo feitas usando-se tambem coberturas LANDSAT dos anos de 1990, 2000 e 2005 com atualizações para 2008 apoiadas por imagens CBERS.

O mosaico ora apresentado segue a forma desenhada pela NASA de se gerar grandes mapas digitais dos continentes em anos chaves da história do Sensoriamento Remoto Orbital inaugurado pelo LANDSAT-1 em julho de 1972. Produtos GEOCOVER existem hoje para os anos de 1990, 2000 e 2005. Nos objetivos do Projeto Panamazônia II está aquele de gerar um quadro sinótico para a Amazonia Sul Americana para o ano de 1980, completando assim o conjunto de mosaicos da NASA. As imagens MSS utilizadas foram coletadas pela Estação de Cuibá no periodo de 1973 e 1980 sendo que todo o imenso arquivo referente a toda o "range" da Estação foi recuperado em nivel digital mediante Convênio do INPE com a FINEP e estão disponíveis livres de custos através do Centro de Dados de Sensoriamento Remoto-CDSR de Cachoeira Paulista-SP.

 

Primeiros Resultados


Os procedimentos metodológicos descritos permitiram alcançar dois resultados muito interessantes que já podem ser utilizados pelos pesquisadores envolvidos com os temas do projeto. O primeiro trata-se do Mapa da Cobertura Vegetal da Amazônia Sul Americana e o segundo apresenta o Mapa da Hidrografia da mesma região.
Os mapas trazem diferenças significativas com aqueles disponíveis no contexto cartográfico. O primeiro atributo é que se trata de um mapa pioneiro. Os limites da assinatura do domínio tropical amazônico estão apresentados segundo uma base cartográfica de reconhecida e alta categoria tanto na escala regional (3.000.000) quanto em escalas de mais detalhe (250.000 e 100.000). O segundo atributo importante trata de fidelidade temática, ou seja, os temas dispostos foram extraídos a partir de um procedimento bem definido, podendo ser comparado ou repetido conforme recomenda a metodologia científica. Diferem assim, fundamentalmente, de outros mapas publicados que foram frutos de trabalhos de compilação a partir de vários métodos e de diferentes fontes de dados. O principal atributo talvez seja o fato de terem sido desenvolvidos, editados e disponibilizados em nível digital mas com o suporte dos fotointérpretes, o que lhes garante um maior índice de valor científico agregado. Pode-se afirmar que bases temáticas panamazônicas tanto para hidrografia quanto para vegetação estão verdadeiramente disponíveis a partir destes primeiros resultados do Projeto.
As figuras abaixo mostram exemplos em baixa resolução dos mapas mencionados editados em bancos de dados com ferramenta SPRING. Estas figuras mostram em primeiro plano os mapas regionais e, em destaque, um setor ampliado mostrando a qualidade do mapeamento final. As mesmas figuras com maior resolução podem ser baixadas clicando nas imagens abaixo.

 



Clique na imagem para ver o Mapa da Hidrografia da Amazônia Sul Americana gerado pelo Panamazônia II


Clique na imagem para ver o Mapa da Cobertura Vegetal da Amazônia Sul Americana gerado pelo Panamazônia II


Av dos Astronautas, 1.758
Jardim da Granja - CEP: 12227-010
São José dos Campos – SP – Brasil
Telefone: 5512.3945.6447
Telefax: 5512.3944.6488
Contato: martini@dsr.inpe.br